Você diz que os meus ciúmes te incomodam, te deixam inibido, e te tiram uma privacidade outrora muito sua. Eu te instigo pelos teus atos. Será que não existem entrelinhares neles? Que queres dizer com isso? Se te retiras, tenho medo de estar te incomodando, te importunando; se vens até mim, tenho receio de estar "forçando uma barra", e o fazeres por educação, não por me amares.
Tua aura me persegue, me manipula, me tem, te perco, te intimido, te afasto, te puxo pra mim. Algo de magnético existe entre mim e você, como a água atrai o pássaro, príncipe dos ares, para o lugar seguro, E ainda assim, tens dúvidas ? Haverei de provar-te, meus ciúmes são prova do puro amor que por ti cultivo. Que posso fazer pra prová-lo ? Se pudesse, laçaria a lua para deslumbrar-mos-á na varanda. Eu desvendaria os mistérios do universo, passaria o inverno num lago, tentaria prender numa garrafa todos os vagalumes de um pântano.
Eu sei que dirás que tanto falatório não justifica os meus ciúmes, que estes fazem eu me aparentar insegura, inconstante, vulcão em constante erupção: não se sabe a quantidade de lava. Mas eu te digo a verdade: eu preciso de ti, preciso dos meus ciúmes. És minha vida, minha morte; causa-me um descompasso pleno, uma arritmia em meu coração, bate menos, bate mais, até que para de bater..Diástole, sístole, diástole, sístole, universo. Tun, tun, tun tun, e o silêncio. Para de bater metaforicamente, pois te amarei até minha não-existência, depois dela, durante, e antes. Existe o começo, o meio, o fim, o pós -começo, o pós - fim. Eu durei por todos, devo dar para mais um pouco. Tudo se é dado por uma boa causa, tudo justifica o amor, mesmo alguns minutos após o juízo final.
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