domingo, 21 de novembro de 2010

Eu te amo, imediato, te amo suspiro, te amo secreto, guardado, te amo querendo mostrar pra todo mundo, e não querendo ao mesmo tempo.
Eu te amo sublime, eu te amo em um grito. Eu te amo, grito.
Eu te amo sem saber amar, eu te amo improvisado, não tenho as falas. Tenho o palco, a plateia, mas eu me apavoro só de pensar em atuar, em fingir de amar.
Eu te amo, teatralmente. Eu te amo à moda de Shakespeare. Eu te amo literalmente, sem hipérboles. Eu te amo com onomatopéias, no futuro do futuro do pretérito deste presente. Eu te amo ortograficamente, apesar dos meus erros de português.
Eu te amo na literatura. Eu te amo em Machado de Assis, em Frost, em Pessoa eu te levei, te descobri e te li. Eu te amo nas letras, no versos, nas rimas e nas estrofes.

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