domingo, 22 de maio de 2011

Após a minha visualização como o eu novo, esqueço-me do eu velho, o velho se tornará aos poucos novo, e o novo será gravado no tempo. O meu eu novo se faz escrito, e o meu eu velho, por atos. Qual vencerá ? Lhes digo a verdade, escrevo o que não sou.  Sou algo menor, digno de decepções, de pena e sacrifício. Sou incompleto, inútil, baixo.
Inserido em minha ignorância,  quis me fazer gente. Aspirei a poesia, e vi que era maior que eu. Quis ser poeta. Desde então, me entreguei inteiramente a ela, fiel, inocente. Não esperava mais tarde ser abocanhada por ela.

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